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ANDORINHA-DAS-BARREIRAS
Riparia riparia
Descrição
Ave mais pequena do que as restantes andorinhas, com plumagem acastanhada na cabeça, dorso, asas e cauda. As primárias e as retrizes têm uma coloração mais escura. A garganta e as partes inferiores claras estão separadas por um colar peitoral acastanhado. Os juvenis distinguem-se dos adultos pelas tonalidades mais claras das partes superiores. Esta espécie não apresenta dimorfismo sexual.
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Subespécies
Existem cinco subespécies de andorinha-das-barreiras, sendo que em Portugal ocorre a subespécie nominal Riparia riparia riparia.
Transcrição do nome científico
'Riparia' tem origem no termo latino ripa que quer dizer 'margem'. Na descrição original desta espécie, em 1758, Linnaeus atribuiu-lhe o nome científico Hirundo riparia. Posteriormente, no refinamento dos trabalhos de Linnaeus, foi criado o género Riparia. Esta espécie, como espécie-tipo, fica com o nome do seu género em duplicado, formando-se assim um tautónimo.
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Distribuição e Ecologia
Espécie estival na América do Norte, Europa e nas regiões temperadas da Ásia; e invernante na América do Sul, África Subsariana e Sudeste Asiático. Em Portugal, pode ser observada entre fevereiro e outubro e distribui-se de norte a sul do país, apresentando uma distribuição muito fragmentada. Esta andorinha é mais facilmente observada nas imediações das suas colónias, construídas em taludes ou barreiras de terra, geralmente nas várzeas e terras baixas do litoral ou junto a linhas de água. Pontualmente nidifica em estruturas humanas, como muros de betão com orifícios.
Conservação
A andorinha-das-barreiras, a única espécie de andorinha no nosso país que não utiliza os edifícios que construímos para fazer os seus ninhos, apresenta o estatuto de conservação Pouco Preocupante (LC), tanto no nosso país como a nível internacional. A falta de dados quantitativos não permitem determinar com segurança as tendências populacionais desta e de outras espécies.
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andorinha das barreiras. riparia riparia. sand martin.
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